A Estação Primeira de Mangueira escolheu na madrugada deste domingo (28/9), por volta das 5h20, seu hino oficial para o Carnaval de 2026. A parceria de Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal, com o Samba número 15, foi a grande vencedora.
O samba irá embalar o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra“, que mergulha na história afro-indígena do extremo Norte do país. O enredo, assinado pelo carnavalesco Sidnei França, também marca o início do triênio do centenário da agremiação.
A Final no Palácio do Samba
O Palácio do Samba esteve completamente lotado para a final, que contou com quatro parcerias, incluindo obras vindas do Amapá.
1. Parceria de Alexandre Naval e Cia. (Samba 11)
A primeira a se apresentar foi a parceria de Alexandre Naval, Wendel Uchoa, Ronie Machado, Giovani, Marquinho M. Moraes e Ailson Picanço. A obra contou com a potência vocal de Wantuir, intérprete do Porto da Pedra. O público cantou com entusiasmo os versos do refrão: “Canta! / No terreiro oração se dança! / No toque de caixa ligeiro / A bandaia se faz entender / Samba! / No Laguinho, rei sentinela / Com os crias da favela / A floresta vai vencer!”. A obra mostrou consistência, mas o canto da torcida diminuiu quando a bateria parou.
2. Parceria de Pedro Terra e Cia. (Samba 15) – A Vencedora
O samba campeão, de Pedro Terra e Cia., foi interpretado por Tinga, e atraiu todos os olhares devido à sua forte trajetória. A apresentação foi de nível campeão, crescendo ao longo dos 25 minutos. O ponto alto e decisivo foi o refrão final: “Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá / Na Estação Primeira do Amapá”. Este trecho criou uma sintonia imediata com a quadra, sendo entoado de forma coesa por diversos segmentos da escola, selando sua vitória.
3. Parceria de Francisco Lino e Cia. (Samba 105 – Amapaense)
Com pouca torcida em comparação às outras, a obra de Francisco Lino não conseguiu o mesmo crescimento na quadra. Apesar da empolgação inicial dos componentes, o canto da torcida não ganhou força.
4. Parceria de Veronica dos Tambores e Cia. (Samba 103 – Amapaense)
A última obra da noite, da parceria de Veronica dos Tambores, foi a mais quente. Antes mesmo de a escola começar, a torcida já cantava aos berros. O samba estava “na boca da comunidade”, com destaque para o refrão “ajuremou deixa ajuremar o samba é verde e rosa e é de manhã é de madrugada”. A ótima performance e o entusiasmo da torcida lhe deram a “alma de campeão”.
No fim, a força da obra de Pedro Terra e Cia. prevaleceu, e o samba 15 será o hino da Verde e Rosa na busca pelo título de 2026.






