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VAI VIRAR MACUMBA! Com junção, Beija Flor escolhe seu hino para 2026

A Beija-Flor de Nilópolis definiu, na madrugada desta sexta-feira (26), o samba-enredo que a escola levará para a Sapucaí no Carnaval 2026. Em uma decisão que surpreendeu parte do público, a direção optou por unir duas obras finalistas — o Samba 01, da parceria de Júlio Assis, e o Samba 39, da parceria de Sidney de Pilares — resultando em um único hino que irá embalar a comunidade nilopolitana.

Foto: Henrique Andrade/Toque de Folia.

O anúncio foi feito por volta das 2h40, em uma quadra lotada e tomada pela emoção. O evento contou com a presença de nomes marcantes da azul e branca, como o intérprete Neguinho da Beija-Flor, que conduziu a torcida na despedida do samba deste ano, além de personalidades do mundo do samba, entre elas o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, que prestigiou a festa.

Enredo “Bembé”

O samba escolhido vai embalar o enredo “Bembé”, que celebra o maior Candomblé de rua do mundo realizada em Santo Amaro (BA). A manifestação cultural é reconhecida como símbolo de resistência, fé e identidade, valores que a Beija-Flor pretende exaltar em sua apresentação.

Atual campeã do Grupo Especial, a escola busca o bicampeonato em 2026 e promete mais uma vez mostrar na avenida a força da sua comunidade.

Apresentação dos sambas finalistas

O samba de Júlio Assis se destacou pela energia contagiante, com explosivos refrões como “isso aqui vai virar macumba” e o central “bota dendê, baiana! Ginga o capoeira, abre a porteira que Exú me libertou…”. O refrão principal, exaltando o Bembé e o Egbe, empolgou a quadra e teve ótima resposta da torcida. Com início avassalador e consistência durante toda a apresentação, mostrou-se uma obra firme e de grande potencial para a avenida.

Já o samba de Sidney de Pilares brilhou pela beleza poética e melódica, com trechos marcantes como “Yemanjá, Alodê no mar, é D’Oxum toda beleza do Ibá, é reza no corpo, é dança na alma…”. O refrão “A curimba de baiana faz Nilópolis cantar, Aiê Yê, Odoyá” ganhou força e arrancou aplausos intensos. A apresentação foi considerada consistente e emocionante, atingindo o auge a partir da segunda parte até o refrão principal, encerrando em altíssimo nível.

União dos sambas

A junção das duas obras foi anunciada como forma de unir o melhor de cada samba: a força explosiva e popular do Samba 01 com a delicadeza melódica e a poesia do Samba 39. A decisão gerou debates entre os torcedores, que no momento não souberam como reagir exatamente a junção visto que estava bem dividido o apoio para os sambas concorrentes.

Caminho para a Sapucaí

A partir de agora, o desafio da comunidade nilopolitana é transformar o samba em um grito de guerra para a Sapucaí. Sob o comando dos intérpretes Jéssica Martin e Nino do Milênio, escolhidos após vencer o reality-show “A Voz do Carnaval”, a escola promete mais uma apresentação histórica em busca de manter o título e escrever mais um capítulo de glórias em sua trajetória.

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