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Maratona da Série Ouro Surpreende e Mini Desfiles Encerram com Nível Estético Alto

Os mini desfiles do “esquenta carnaval” do Rio de Janeiro chegaram ao fim, com a Série Ouro protagonizando uma maratona de 12 horas que, apesar do cansaço e do atraso de três horas, demonstrou um nível de organização e, principalmente, de desempenho que encurta a distância para o Grupo Especial.

Foto: SENA DA SILVA/TOQUEDEFOLIA.

O evento, que contou com 15 agremiações e uma convidada, impressionou pela força de comunidades tidas como “novas” e pela qualidade estética, levantando um debate sobre o impacto do investimento financeiro na diferença entre as ligas.

A Maratona da Série Ouro: Nível Forte e Organização Logística

O evento da Série Ouro, que se estendeu até as 4:15 da manhã, demonstrou que as escolas da divisão de acesso estão investindo pesado, especialmente em estética e tripés.

“O nível entre as escolas da Série Ouro e as escolas do Grupo Especial não é tão grande assim,” afirmamos em nossas analises pós evento, que destacando a qualidade dos tripés, em termos de estrutura e detalhe, se assemelhou a carros de desfiles oficiais. Escolas como Maricá (com um tripé que parecia um carro alegórico), UPM (com o seu boi) e Império Serrano mostraram que a Série Ouro está quebrando preconceitos estéticos.

Pontos Positivos do Evento:

  • Público Fiel: Pessoas compareceram desde cedo (15h/16h) para ver as primeiras escolas e, de forma incomum, a arquibancada permaneceu cheia até o final (4h da manhã), dando apoio e ânimo às escolas.
  • Logística Eficiente: Houve rapidez na tramitação entre as escolas e um aumento nos pontos de hidratação (sete no total), demonstrando melhoria na organização.

Ponto Negativo:

  • Cansaço Crítico: A distribuição das 15 escolas em um único dia, resultando em 12 horas de cobertura e desfiles, gerou um cansaço extremo que afetou a imprensa e o público.

O Poder do Canto: Destaques da Comunidade

O engajamento das comunidades internas foi o principal termômetro. As escolas que mais impressionaram pelo canto e pela força da comunidade foram:

  • UPM (Unidos do Parque Acari): Citada como a escola que mais cantou, dividindo o pódio com Maricá. Sua evolução tem sido notável.
  • Estácio de Sá: Demonstrou grande força de canto, conseguindo “reavivar” o público cansado da madrugada.
  • Maricá: Fortíssima no canto e na empolgação, foi uma das que mais conseguiu sustentar o samba até o final.
  • Jacarezinho: Classificada como a surpresa do dia/madrugada, sua comunidade aguerrida gritou o samba no último volume, em um momento emocionante após o recente trauma da perda de seu barracão.

Alerta de Canto: As escolas União da Ilha e Unidos de Bangu foram apontadas como as agremiações que apresentaram o canto mais baixo por parte dos seus componentes na pista.

Conclusão: Rumo a 2026

Os mini desfiles encerram, deixando a expectativa de um Carnaval 2026 de altíssimo nível, com a Série Ouro provando estar mais competitiva do que nunca. Os eventos serviram como um preparativo crucial para as escolas ajustarem harmonia e evolução, com a principal lição sendo a necessidade de manter o público engajado, seja no Especial ou na Série Ouro.

Os próximos encontros do calendário carnavalesco serão os Ensaios Técnicos em janeiro, onde as escolas poderão realizar seus ajustes finais na Sapucaí.

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