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Boi Caprichoso inicia translado das alegorias para o Bumbódromo com grande operação logística

As primeiras alegorias do Boi Caprichoso começaram a chegar à área de concentração do Bumbódromo nesta quarta-feira (17). A etapa, uma das mais aguardadas pelos artistas e pela Nação Azul e Branca, marca a reta final rumo ao 59º Festival de Parintins, materializando cerca de quatro meses de trabalho intenso nos galpões.

FOTO: MICHAEL AMAZONAS

Sob a liderança do presidente Rossy Amoedo, o momento contou com a presença de integrantes do Conselho de Arte, artistas, itens oficiais, além do ritmo da Marujada de Guerra e da energia da Raça Azul. A chegada das peças também foi marcada por um ato de fé, com bênçãos dedicadas aos operários e artistas responsáveis pela construção do espetáculo.

Gigantismo e Logística na Concentração

A complexa operação logística mobiliza artistas, equipes técnicas e os Paikicés, que são os responsáveis pela movimentação manual de aproximadamente 180 módulos alegóricos. Neste ano, as estruturas impressionam pelo gigantismo, alcançando até 25 metros de altura, com uma das peças chegando à marca dos 30 metros.

“Após meses de produção, as equipes iniciaram o traslado das alegorias para a concentração. Somente nesta primeira etapa, seis módulos seguem em comboio, mas a expectativa é transportar entre 30 e 50 módulos ao longo do dia”, explicou o presidente Rossy Amoedo.

Entre as primeiras estruturas posicionadas estão os módulos assinados pelos artistas Kennedy Prata e Algles Ferreira — responsáveis por um dos rituais do projeto de arena — e o módulo do artista Nildo Costa. Mesmo experiente, Kennedy Prata não escondeu a emoção: “Todo ano é a mesma emoção. Agora restam apenas alguns detalhes decorativos. Estamos felizes, satisfeitos e agradecidos. O Caprichoso vem grandioso”.

O Quebra-Cabeça Ganha Forma

Na área externa do Bumbódromo, o ritmo é acelerado. As equipes já iniciaram a montagem e os ajustes finais das peças, que foram planejadas previamente em maquetes físicas e projetos em 3D.

O presidente do Conselho de Arte, Ericky Nakanome, destacou a importância dessa fase: “É nesse momento que começamos a ver tudo tomando forma. Fazemos os ajustes finais para assegurar aquele padrão de magnitude e beleza que somente o Caprichoso sabe apresentar”.

O otimismo também é compartilhado pelo conselheiro e diretor artístico, Edwan Oliveira, que vê o traslado como a consagração do esforço coletivo. “Não tenho dúvidas de que faremos três grandes apresentações. Esse trabalho é resultado de meses de esforço, talento, criatividade e, acima de tudo, muita fé no nosso boi”.

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